Dia Mundial do Queijo: cultura, técnica e o futuro do queijo artesanal
O Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, representa muito mais do que uma data simbólica. Ele marca a valorização da cultura alimentar, do conhecimento técnico e da cadeia produtiva do queijo, um alimento que carrega história, identidade territorial e responsabilidade produtiva.
Mesmo sem uma origem oficial, a data se consolidou internacionalmente e passou a ser utilizada como um momento estratégico para discutir qualidade, formação profissional, regulamentação sanitária e sustentabilidade do setor queijeiro. O verdadeiro valor dessa celebração está no conteúdo que ela mobiliza — não na comemoração superficial.
Aqui está um ponto que muitos ignoram: celebrar o queijo sem compreender seus processos enfraquece o próprio setor.
A consolidação do Dia Mundial do Queijo no cenário internacional
Em países com forte tradição queijeira, o queijo ocupa posição estratégica dentro do setor de lácteos. A combinação entre produção em escala, inovação tecnológica e valorização do queijo artesanal permitiu o fortalecimento de cadeias produtivas sólidas e competitivas.
Esse avanço não ocorreu por acaso. Ele foi construído com base em formação técnica contínua, padronização de processos, controle de qualidade e profissionalização dos produtores. O resultado é um setor que alia identidade cultural e eficiência produtiva.
A lição é direta: não existe queijo artesanal forte sem conhecimento técnico aplicado.
O queijo artesanal no Brasil e o protagonismo de Minas Gerais
No Brasil, o Dia Mundial do Queijo ganhou relevância própria. A data passou a representar a valorização do queijo artesanal brasileiro, presente desde o período colonial e profundamente ligado à identidade alimentar nacional.
Minas Gerais se destaca como principal polo produtor não apenas pela tradição, mas pelo avanço técnico, pela estruturação de normas e pelo reconhecimento do queijo artesanal como patrimônio cultural e econômico. Esse protagonismo é fruto de um processo contínuo de organização da cadeia produtiva, envolvendo produtores, instituições de ensino e mecanismos de controle sanitário.
Tradição, sozinha, não sustenta um setor. Ela precisa caminhar junto com técnica e responsabilidade.
Tradição sem técnica não garante qualidade nem futuro
Um dos maiores equívocos no discurso sobre queijo artesanal é tratar tradição como garantia automática de qualidade. Produzir queijo exige domínio de variáveis críticas que impactam diretamente a segurança alimentar e o resultado final do produto.
Entre os fatores essenciais estão:
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Qualidade do leite
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Controle sanitário da produção
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Domínio do processo de maturação
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Conhecimento microbiológico
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Adequação às exigências legais
Ignorar esses pontos compromete não apenas o produto, mas toda a credibilidade do setor. O queijo artesanal só se fortalece quando há método, controle e profissionalização.
Formação técnica: a base da cadeia queijeira
O Dia Mundial do Queijo também convida à reflexão sobre a importância da formação técnica do queijeiro. Produzir queijo artesanal não é improviso; é resultado de estudo, prática orientada e atualização constante.
A Escola de Queijo, desde 1994, atua na formação de profissionais no Brasil, unindo saber-fazer tradicional, ciência do leite e práticas modernas de produção. Ensinar a arte do queijo artesanal é preservar a cultura, proteger o consumidor e fortalecer a cadeia produtiva de forma sustentável.
O futuro do queijo artesanal brasileiro depende de educação, técnica e visão de longo prazo.
🧀 Escola de Queijo – Desde 1994 ensinando a arte do queijo artesanal no Brasil
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