Vitamina D Auxilia a Manter a Flexibilidade das Artérias
A vitamina D é bastante conhecida como “vitamina da luz solar” porque é possível ao ser humano sintetizá-la na pele como resposta à luz do sol. Porém, surpreendentemente, deficiências dessa vitamina são constatadas mesmo em lugares com climas quentes, uma expressão provável do estilo de vida moderno restrito a ambientes internos e, da crescente preocupação com os riscos câncer de pele e danos provocados pelo sol. Recentemente, cada vez mais se chama a atenção para a necessidade de maiores níveis de vitamina D na alimentação a fim de prevenir a osteoporose e outras doenças crônicas, incluindo as cardiovasculares. Como a vitamina D não está presente em muitos alimentos em quantidades significativas, os fabricantes de alimentos e bebidas podem trabalhar junto a Fortitech no desenvolvimento de uma ampla gama de produtos fortificados ou pré-misturas de vitaminas para satisfazer as necessidades de seus clientes.

O Instituto de Medicina da National Academy of Science anunciou recentemente que está triplicando os níveis recomendados para a ingestão de vitamina, passando de 200 IU a 600 IU ao dia para qualquer pessoa entre um e 70 anos e, até níveis mais altos (800 IU) para os idosos com mais de 70 anos. O nível máximo de ingestão considerado seguro para consumo de longo prazo também foi aumentando para 4000 IU ao dia destinado a todas as faixas etárias, com exceção de crianças na primeira idade.

Estudo recente publicado pelo Journal of Endocrinology and Metabolism agora oferece novas evidências de que a ingestão abundante de vitamina D também poderia trazer benefícios para manter as artérias jovens e elásticas. Pesquisadores do Estado da Geórgia conduziram um estudo clínico randomizado no qual forneceram um suplemento de vitamina D contendo 400 IU ou 2000 IU ao dia por quatro meses a 44 mulheres e homens afro-americanos estudantes de nível médio. O efeito da suplementação sobre a rigidez arterial, fator de risco para doenças cardiovasculares, foram medidos através de uma técnica denominada velocidade de pulso (PWV na sigla em inglês). O estudo constatou que, como esperado, a dose mais elevada de vitamina D aumentou significativamente o nível de 25-hidroxivitamina D sérica, marcador biológico da vitamina D. De fato, em média, a concentração sérica de 25-hidroxivitamina D foi inicialmente baixa, sendo observado um aumentou a níveis aceitáveis após quatro semanas de tratamento com doses elevadas de vitamina D e, a níveis ideais nas semanas seguintes. Ainda mais interessante foi a observação de que a rigidez arterial medida na vascularização central (aorta) diminuiu significativamente no grupo recebendo 2000 IU ao dia por 16 semanas, indicando o efeito benéfico da ingestão doses elevadas de vitamina D sobre o perfil de risco das doenças cardiovasculares.

Fonte: Dong Y et al. 2010. Journal of Endocrinology and Metabolism 95:4584-91.

Vitamina D: A Vitamina da Luz Solar
A vitamina D, também conhecida como “vitamina da luz solar”, foi isolada pela primeira vez em 1930 e denominada calciferol. Atualmente, as duas principais formas dessa vitamina solúvel em gordura são a vitamina D2 (ergocalciferol), encontrada em plantas, e a vitamina D3 (colecalciferol). A vitamina D3 se forma pela ação dos raios solares ultravioleta sobre a pele; é responsável pela regulação dos níveis sanguíneos de cálcio e fósforo porque promove a absorção desses minerais a partir dos alimentos nos intestinos e a reabsorção do cálcio nos rins. Além de estimular a formação e a mineralização ósseas, tem impacto sobre o sistema imunológico, favorecendo a fagocitose, e atividade antitumoral. Recentemente, novas evidências sugerem que a vitamina D tem papel no funcionamento neuromuscular de adultos em maior idade, com efeito tanto sobre o desempenho funcional como sobre o risco de quedas entre os indivíduos desse grupo. Novos estudos também examinam a capacidade potencial da vitamina D reduzir o risco de muitos problemas que comumente acompanham doenças autoimunes, diabetes, hipertensão e fraqueza muscular relacionada à idade. Não se sabe se a vitamina poderá prevenir ou curar todos esses distúrbios, porém as pesquisas são promissoras.

Deficiência

Enfermidades como o raquitismo podem se desenvolver se o produto iônico do cálcio e fósforo não for mantido em nível sérico consistente com a mineralização óssea normal. O depósito insuficiente de fosfato de cálcio na matriz óssea cria ossos não fortes o suficiente para suportar o estresse e a tensão do peso. Em adultos, a deficiência de vitamina D pode resultar em osteomalácia e em osteoporose.

A deficiência de vitamina D pode ser fruto de alimentação inadequada, exposição insuficiente à luz solar, que reduz a síntese corpórea dessa vitamina, e disfunções renais ou hepáticas, que inibem a conversão da vitamina D em suas formas metabolicamente ativas.

Adicionalmente, pode ocorrer perda gradual da audição porque a desmineralização óssea no ouvido médio inibe a transmissão das vibrações aos nervos que transmitem as ondas sonoras ao cérebro. A deficiência de vitamina D também provoca fraqueza muscular, cáries severas nos dentes e retenção de fósforo nos rins.

Níveis para Fortificação

A maior parte das pessoas não ingere vitamina D suficiente, a menos que tome muito leite ou um complexo vitamínico. A ingestão recomendada atualmente nos Estados Unidos é de 200 Unidades Internacionais (IU)/dia para adultos jovens, 400 IU/dia para as idades entre 51 e 70 anos e 600 IU/dia para idosos com mais de 70 anos. No Brasil, a ingestão diária recomendada para adultos é de 200 IU/dia. Porém, muitos pesquisadores acreditam que esses valores são muito baixos e que níveis mais adequados para todas as faixas etárias, particularmente para as pessoas com mais de 60 anos e ou pele mais escura, seria de 800 a 1000 IU/dia. Essas recomendações são baseadas na quantidade de ingestão de vitamina D necessária para manter uma concentração sérica de 25-hidroxivitamina D, o que mantém constantes os níveis séricos do PTH (paratormônio) associado com aumento da reabsorção e perda ósseas. Como o PTH pode ser afetado por diversos fatores, como ritmo cotidiano, ingestão de cálcio, função renal e atividade física, estimativas da quantidade ideal de 25- hidroxivitamina D para supressão do PTH variam muito entre um estudo e outro, tornando difícil obter consenso.

Ao comprar alimentos fortificados ou suplementos, leia as letras miúdas e procure pela vitamina D3, cujo emprego é mais provável na fortificação desses produtos. Como nota, o limite máximo, considerado seguro, estabelecido para a vitamina D é de 2000 IU/dia nos Estados Unidos.

Fonte: Fotitech